Curso forma agente em educação ambiental

06/11/2015 15:55
Jorge Cardoso/MMA
Agricultor familiar: beneficiado

Edital seleciona instituições que vão compor turmas com total de 1.400 estudantes. O objetivo é incentivar a agroecologia e fortalecer a agricultura familiar

 

Por: Cristina Ávila – Editor: Marco Moreira

O Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF), do Ministério do Meio Ambiente, lançou, nesta terça-feira (27/10), o edital de chamada pública n°01/2015, que vai selecionar instituições responsáveis pela formação de 1.400 agentes populares de educação ambiental na agricultura familiar no país.

Em aulas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), do MMA, os alunos serão orientados a pensar sobre os aspectos socioambientais do território onde vivem, para que possam contribuir com a melhoria da qualidade de vida e conservação dos recursos naturais no meio rural.

TUTORES

“As instituições candidatas podem propor uma a cinco turmas com 35 alunos cada uma, e devem indicar um tutor para cada uma delas. Esse profissional será preparado em um encontro de tutores que será realizado em Brasília”, afirma o coordenador do PEAAF, Alex Bernal. Ele explica que serão realizadas discussões como conservação do solo, da água e modos de produção agrícola. Os conteúdos serão abordados por meio de material didático impresso fornecido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Podem se candidatar ao edital instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. Na seleção, serão priorizadas aquelas que tenham capacidade de articulação direta com agricultores familiares ou que demonstrem essa capacidade por meio de parcerias.

O objetivo desse curso é fortalecer a agricultura familiar e incentivar a reflexão sobre as realidades do campo, a produção de alimentos de forma sustentável e a conservação do meio ambiente, enfatiza Alex Bernal. A iniciativa pretende estimular mudanças de padrões da agricultura, dos modelos de monocultura com uso de agrotóxicos para modelos naturais, que privilegiem práticas tradicionais de tratamento da terra e da natureza, com colheitas mais saudáveis.

COMO FUNCIONA

Grande parte do curso será pela internet, no AVA, mas devem ser previstos pelo menos dois momentos presenciais com os alunos. Um para apresentação do método e o outro para avaliação e encerramento das aulas. Também podem ser programadas atividades de campo, visitas técnicas e oficinas.

As turmas devem ser formadas por jovens moradores das áreas rurais, agricultores, agricultoras, agentes comunitários e agentes públicos. Os estudantes devem ter no mínimo 16 anos. O curso terá um total de 180 horas, com duração de cinco meses.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 20281165

Documentos:

 Confira o edital

ABERTURA DO PLANETA.DOC HOJE!!!

26/10/2015 15:02

A abertura do Planeta.Doc – Festival de Cinema Sociaoambiental – na UFSC acontecerá esta noite, às 19h, no Auditório da Reitoria. O filme exibido será “Desculpe pelo Transtorno” e contará com a presença de Todd Southgate, diretor da obra. A vice-diretora da Universidade, Lúcia Pacheco, e a diretora do Planeta.Doc, Mônica Linhares, também participarão do evento. A entrada é gratuita e toda a comunidade universitária está convidada.

Filmado em FlorianóDesculpe pelo Transtornopolis, o documentário narra a história de Seu Chico, um pescador que perdeu seu tradicional bar no Campeche. Esse fato marcou a luta de uma comunidade contra o desenvolvimento desenfreado e os interesses políticos da região. A obra recebeu vários prêmios, entre eles, melhor documentário no 19º Festival, eleito pelo júri popular, seleção oficial da Cine´Eco 2015, em Portugal, e do FICA 2015. As informações completas estão no site http://www.desculpepelotranstorno.com

Confira o trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=Z8qNagWZ2-o.

Curso do MMA estimula cultivo agroflorestal

02/10/2015 16:55
Produtos orgânicos: cada vez mais procurados

Conteúdo didático já está disponível na internet. Data de inscrição será anunciada oportunamente.

Por: Cristina Ávila – Editor: Marco Moreira

Aumenta, a cada dia, o número de pessoas que buscam alimentos mais saudáveis, sem o uso de agrotóxicos no cultivo, com proteção ambiental e qualidade de vida para consumidores e produtores. Para incentivar essa tendência, o Ministério do Meio Ambiente lançou publicação em cinco volumes que contribui com a construção de políticas públicas e ações que promovam a agricultura sustentável.

O material será usado no curso “Apoio à implementação do Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) nos Territórios”, que terá aulas no ambiente virtual de aprendizado do MMA, contando com educadores e também com material impresso.

PÚBLICO ALVO

O curso aborda desde aspectos históricos do ambientalismo no Brasil e no mundo até questões práticas sobre plantios e recuperação de áreas degradadas. Terá duração de 120 horas em cinco meses, e se destina a todas as pessoas com capacidade de mobilização social, inclusive gestores públicos ou profissionais que morem nas cidades e tenham trabalhos voltados para o campo.

“Os alunos também farão exercícios”, relata o coordenador do PEAAF, Alex Bernal. “Serão orientados, por exemplo, a entrevistar pessoas mais velhas do lugar onde moram, observar os tipos de produção de sua comunidade, a disponibilidade das águas, e vão aprender a mapear esses dados.”

Quando chegar ao final do curso, o participante terá um diagnóstico socioambiental. Ou seja, informações não apenas sobre o meio ambiente, mas também preciosas abordagens sobre os modos de vida de sua comunidade. Além disso, fóruns e outros meios de contato virtual oferecerão a oportunidade de intercâmbio e favorecerão novas ideias.

ALTERNATIVAS

Os estudantes serão incentivados a criar alternativas baseadas nos princípios dos cultivos agroflorestais. Nesses sistemas de plantio se desenvolvem as espécies convencionais da agricultura, associadas a áreas de florestas, para conservação do equilíbrio ecológico.

“Nos sistemas agroflorestais, as pragas encontram predadores naturais, tornando desnecessário o uso de veneno para combatê-las”, cita Alex Bernal. Ele explica também que o plantio de leguminosas, como o feijão, auxilia na nutrição da terra, capturando nitrogênio do ar e fixando-o no solo. E o reflorestamento favorece a proteção das águas.

Ainda não foram abertas as inscrições para o curso, mas a seleção de alunos será neste ano, e o início das aulas em 2016. Os estudantes receberão certificado de aprovação e de frequência. Mesmo aqueles que não forem selecionados já podem acessar o material didático, que já está disponível no site e Facebook do Ministério do Meio Ambiente.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165

Links: 
Acesse as cinco publicações

Fonte: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1153

Protótipo de chuveiro híbrido desenvolvido na UFSC economiza 78% de energia elétrica por banho

15/09/2015 14:23

Um protótipo de chuveiro híbrido, produzido na dissertação de mestrado de Gelson Onir Pasetti e orientação do professor Julio Elias Normey-Rico, com objetivo de diminuir gastos e perda de água, alcançou – com três placas solares – economia de 78% de energia elétrica por banho, com base na média anual de temperatura de Florianópolis. Através de uma interligação com um computador, o usuário controla a temperatura e vazão da água da ducha, que utiliza energia elétrica e solar. O protótipo foi feito no Departamento de Automação e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

Infografico---Ducha-Solar_V2

O sistema criado é dividido em duas partes principais: a economia elétrica ocorre através da planta solar – no verão, ela atingiu a temperatura de 70°C  e no inverno, 40°C. Já a redução no consumo vem com o uso da água que é perdida nas tubulações dos chuveiros comuns. “Quando o chuveiro é ligado, você tem um minuto de desperdício da água que fica na tubulação até chegar a água quente”, explica. Com o protótipo, a quantidade utilizada diminuiria por volta de 3 litros a cada banho de dez minutos. Em uma família de quatro pessoas, seriam economizados, por ano, 4.526 litros e R$ 531,00. Pasetti ressalta que sua pesquisa foi realizada com dados de 2014 e que, naquela época, o valor poupado foi R$ 390,00; porém, com o aumento de 25% na energia elétrica, o controle de gastos se tornou maior.

A água aquecida pela placa solar é depositada em um boiler – um tanque de armazenamento – com camadas de isopor e proteção térmica para evitar a perda de calor ao longo do dia. Caso a temperatura fique abaixo dos 25°C, um resistor elétrico dentro do tanque é ativado para reesquentar a água.

O chuveiro elétrico é responsável por 18% da energia elétrica do consumo residencial, o equivalente a 337kWh/domicílio, perdendo apenas para a geladeira. Além disso, o equipamento é responsável por 43% da energia elétrica gasta nas residências durante o inverno, de acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O protótipo construído custou cerca de R$ 5 mil, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O pesquisador explica que o alto custo se deve à instalação de todos os sensores, placas solares e caixas d’água, além de estimar o preço da mão de obra necessária e a margem de lucro do fabricante e comerciante. Para o uso residencial, o gasto poderia ser reduzido para R$ 4,4, caso o consumidor já tenha um sistema de tubulação para água quente e fria. O retorno do investimento no chuveiro híbrido viria com oito anos de uso, de acordo com o pesquisador. “Vale lembrar que, além da vantagem econômica a longo prazo, o usuário também terá um grande conforto, utilizando um sistema sustentável”, ressalta Pasetti. O projeto ainda não é feito em larga escala e nem comercializado.

Mais informações:

Departamento de Automação e Sistemas – (48) 3721-9934

Ana Carolina Prieto, Luan Martendal e Tamy Dassoler/Estagiários de Jornalismo/Propesq/DGC/UFSC
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Infográfico produzido por Gabriel Daros/Estagiário de Jornalismo/Propesq/DGC/UFSC

Fonte: Notícias UFSC